quarta-feira, 29 de fevereiro de 2012

Um Dia Isto Tinha Que Acontecer, por Mia Couto (UI)

Nem de propósito:

(UI)

 
"Existe mais do que uma! Certamente!
Está à rasca a geração dos pais que educaram os seus meninos numa abastança caprichosa, protegendo-os de dificuldades e escondendo-lhes as agruras da vida.
Está à rasca a geração dos filhos que nunca foram ensinados a lidar com frustrações.
A ironia de tudo isto é que os jovens que agora se dizem (e também estão) à rasca são os que mais tiveram tudo. Nunca nenhuma geração foi, como esta, tão privilegiada na sua infância e na sua adolescência. E nunca a sociedade exigiu tão pouco aos seus jovens como lhes tem sido exigido nos últimos anos.
Deslumbradas com a melhoria significativa das condições de vida, a minha geração e as seguintes (actualmente entre os 30 e os 50 anos) vingaram-se das dificuldades em que foram criadas, no antes ou no pós 1974, e quiseram dar aos seus filhos o melhor.
Ansiosos por sublimar as suas próprias frustrações, os pais investiram nos seus descendentes: proporcionaram-lhes os estudos que fazem deles a geração mais qualificada de sempre (já lá vamos...), mas também lhes deram uma vida desafogada, mimos e mordomias, entradas nos locais de diversão, cartas de condução e 1.º automóvel, depósitos de combustível cheios, dinheiro no bolso para que nada lhes faltasse. Mesmo quando as expectativas de primeiro emprego saíram goradas, a família continuou presente, a garantir aos filhos cama, mesa e roupa lavada.
Durante anos, acreditaram estes pais e estas mães estar a fazer o melhor; o dinheiro ia chegando para comprar (quase) tudo, quantas vezes em substituição de princípios e de uma educação para a qual não havia tempo, já que ele era todo para o trabalho, garante do ordenado com que se compra (quase) tudo. E éramos (quase) todos felizes.
Depois, veio a crise, o aumento do custo de vida, o desemprego, ... A vaquinha emagreceu, feneceu, secou.
Foi então que os pais ficaram à rasca.
Os pais à rasca não vão a um concerto, mas os seus rebentos enchem Pavilhões Atlânticos e festivais de música e bares e discotecas onde não se entra à borla nem se consome fiado.
Os pais à rasca deixaram de ir ao restaurante, para poderem continuar a pagar restaurante aos filhos, num país onde uma festa de aniversário de adolescente que se preza é no restaurante e vedada a pais.
São pais que contam os cêntimos para pagar à rasca as contas da água e da luz e do resto, e que abdicam dos seus pequenos prazeres para que os filhos não prescindam da internet de banda larga a alta velocidade, nem dos qualquercoisaphones ou pads, sempre de última geração.
São estes pais mesmo à rasca, que já não aguentam, que começam a ter de dizer "não". É um "não" que nunca ensinaram os filhos a ouvir, e que por isso eles não suportam, nem compreendem, porque eles têm direitos, porque eles têm necessidades, porque eles têm expectativas, porque lhes disseram que eles são muito bons e eles querem, e querem, querem o que já ninguém lhes pode dar!
A sociedade colhe assim hoje os frutos do que semeou durante pelo menos duas décadas.
Eis agora uma geração de pais impotentes e frustrados.
Eis agora uma geração jovem altamente qualificada, que andou muito por escolas e universidades mas que estudou pouco e que aprendeu e sabe na proporção do que estudou. Uma geração que colecciona diplomas com que o país lhes alimenta o ego insuflado, mas que são uma ilusão, pois correspondem a pouco conhecimento teórico e a duvidosa capacidade operacional.
Eis uma geração que vai a toda a parte, mas que não sabe estar em sítio nenhum. Uma geração que tem acesso a informação sem que isso signifique que é informada; uma geração dotada de trôpegas competências de leitura e interpretação da realidade em que se insere.
Eis uma geração habituada a comunicar por abreviaturas e frustrada por não poder abreviar do mesmo modo o caminho para o sucesso. Uma geração que deseja saltar as etapas da ascensão social à mesma velocidade que queimou etapas de crescimento. Uma geração que distingue mal a diferença entre emprego e trabalho, ambicionando mais aquele do que este, num tempo em que nem um nem outro abundam.
Eis uma geração que, de repente, se apercebeu que não manda no mundo como mandou nos pais e que agora quer ditar regras à sociedade como as foi ditando à escola, alarvemente e sem maneiras.
Eis uma geração tão habituada ao muito e ao supérfluo que o pouco não lhe chega e o acessório se lhe tornou indispensável.
Eis uma geração consumista, insaciável e completamente desorientada.
Eis uma geração preparadinha para ser arrastada, para servir de montada a quem é exímio na arte de cavalgar demagogicamente sobre o desespero alheio.
Há talento e cultura e capacidade e competência e solidariedade e inteligência nesta geração?
Claro que há. Conheço uns bons e valentes punhados de exemplos!
Os jovens que detêm estas capacidades-características não encaixam no retrato colectivo, pouco se identificam com os seus contemporâneos, e nem são esses que se queixam assim (embora estejam à rasca, como todos nós).
Chego a ter a impressão de que, se alguns jovens mais inflamados pudessem, atirariam ao tapete os seus contemporâneos que trabalham bem, os que são empreendedores, os que conseguem bons resultados académicos, porque, que inveja! que chatice!, são betinhos, cromos que só estorvam os outros (como se viu no último Prós e Contras) e, oh, injustiça!, já estão a ser capazes de abarbatar bons ordenados e a subir na vida.
E nós, os mais velhos, estaremos em vias de ser caçados à entrada dos nossos locais de trabalho, para deixarmos livres os invejados lugares a que alguns acham ter direito e que pelos vistos - e a acreditar no que ultimamente ouvimos de algumas almas - ocupamos injusta, imerecida e indevidamente?!!!
Novos e velhos, todos estamos à rasca.
Apesar do tom desta minha prosa, o que eu tenho mesmo é pena destes jovens.
Tudo o que atrás escrevi serve apenas para demonstrar a minha firme convicção de que a culpa não é deles.
A culpa de tudo isto é nossa, que não soubemos formar nem educar, nem fazer melhor, mas é uma culpa que morre solteira, porque é de todos, e a sociedade não consegue, não quer, não pode assumi-la. Curiosamente, não é desta culpa maior que os jovens agora nos acusam.
Haverá mais triste prova do nosso falhanço?"


A relação dos jovens com o dinheiro: bingo!



Diz o P3:

"Esta geração - algures entre os "quinhenteuristas" e os "mileuristas" e com grande dificuldade em  entrar no mercado de trabalho - não esbanja o dinheiro. A esmagadora maioria (73,6%) respondeu que sim à pergunta: “Está a poupar ou poupou para a compra de algum objecto ou actividade em particular?”. Então, para que é que poupam? Metade (49,2%) diz que o faz para viajar e fazer férias, em primeiro lugar, para assistir a concertos e festivais (18,2%) e comprar "gadgets" tecnológicos (13,9%). Guardar o dinheiro numa poupança, para o futuro ou para uma emergência, é coisa que poucos fazem (4,3%).

A "responsabilidade com que estes jovens olham para a vida" foi um dos aspectos que mais surpreendeu Paula Mateus, técnica responsável pelo estudo. "Abandonaram a lógica do 'quero comprar' e preferem a poupança", observa. O investimento nas viagens não é uma contradição em relação a essa responsabilidade: "As viagens, o fazer coisas e não ter coisas, é o que os define".



Destaco a frase: "As viagens, o fazer coisas e não ter coisas, é o que os define".

De facto mudaram-se os paradigmas, os hábitos e os objectivos: hoje queremos o prazer imediato, vivemos um dia de cada vez e embora se poupe (que remédio) temos sempre um curto destino para a poupança, que vai sempre cair num programa ou experiência a curto prazo.
Não é que sejamos irresponsáveis mas parece que é o traço distintivo destas últimas colheitas!! Não é que se gaste o que se não tem mas o que se pretende  é ter prazer, vivenciar e experienciar ao máximo!! Queremos ter histórias para contar, fotografias para rever e um mar de recordações com as gentes que vamos conhecendo nesta vida!!
Queremos ter emoções diárias e o objectivo primeiro é patrociná-las!!

Se pensamos no futuro? Claro que sim!!
Se tememos a flamejada crise? Claro que sim!!
Se pensamos mais no hoje e o amanhã logo se vê? ... sim ...
Se as prioridades estão ordenadas de forma correcta, responsável ou prudente? ...não sei...



terça-feira, 28 de fevereiro de 2012

Há dias assim ...


Há dias em que não suportamos o peso da responsabilidade e hoje é um deles.
É motivante atribuirem-nos funções de elevada importância e responsabilidade, às vezes confiam mais nas nossas capacidades que nós próprios mas há dias em que tudo isto pesa ... pesa tanto que hoje me faz desejar fazer parafusos (ainda que por turnos), chegar a casa com a tola leve, fazer o jantar para o marido e filhos (que não tenho mas socorro-me do modelo familiar para este estilo de vida hipotético e hoje desejável), planear o lanche dos garotos e o passeio do próximo domingo.

Uma espécie de "video killed de radio star"



Diz a revista Marketeer:

"Com certeza que já deu por si a construir imagens mentais de personagens literárias - este processo faz parte, aliás, da “magia” da leitura. Com The Composites , pode ficar um pouco mais próximo da “realidade”, já que este site transforma as personagens em desenhos, recorrendo a um software utilizado pela polícia nos retratos robô.
A partir das descrições dos livros, Brian tem em conta os traços físicos das personagens para gerar os retratos robô. E aceitam-se sugestões, já que o autor do site apela aos utilizadores que sugiram a recriação das suas personagens favoritas."


Ok que é bonito e se usa muito lá fora...
Ok que é tecnológico e que se não existe em aplicação, está aí quase a estoirar...
Mas que a magia da leitura passa mesmo pelos cenários e feições imaginárias que cada um cria ... lá isso minha gente ... ai de quem contrarie.
Ora pensai lá nos romances/contos eróticos da Bianca ou da Suzanna: se muita leitora visse a tromba do macho da história corria o homem do quiosque à pancada!!
Eu só tinha uma curiosidade nesta vida da literatura que era conhecer a Anita e o pantufa mas os livros tinham ilustrações ...
Ide lá dar uma espreitadela e voltai ao modo imaginarium ...


segunda-feira, 27 de fevereiro de 2012

ÚLTIMA HORA

Fernando Pessoa usava IPAD e eis que segue a prova, retiradíssima da exposição acerca do escritor:

tan-ta-ra-raaaaaaaaaaaaa:





:)

"eu sou muitos" - Fernando Pessoa

O fim-de-semana não foi só morfar ... houve um quêzinho de cultura e que bem que soube!!

Um passeio pelos jardins da Fundação Gulbenkian para aproveitar o sol de sábado, seguidinho de uma  visita à exposição sobre o nosso Fernando Pessoa.

Trata-se de uma exposição concebida por autores brasileiros e que foi um sucesso em São Paulo e no Rio de Janeiro. Parece-me que também vai ser um sucesso por aqui mas logo se verão os números.

É uma exposição muito sensorial, apelativa, com dados biográficos muito curiosos e que nos dá a conhecer um homem que de facto só podia ser muitos e "plural como o universo".















Verdadeira estatueta d'oiro







E depois há estas senhoras que tratam o glamour por tu ... ESTUDASSES MARIA!


Fim-de-semana de GULA





Já é conhecido o meu fraquinho por este pecado e que irei para o inferno por cometê-lo quase tantas vezes como aquelas que respiro mas este fim-de-semana foi um exagero!!

No fundo nem me incomodo muito por ir para o inferno porque as brasas já estão acesas e é só por umas feveras ou um peixinho bom a grelhar ...

Ora bem: comecei logo no sábado ao almoço com um buffet de sushi com milhões de peças diferentes (http://www.origami-sushihouse.com/) e com a possibilidade de comer até sair do estabelecimento a rebolar ... foi comer até não aguentar mais!!
(qualquer dia explico como descobri o sushi)

Para o jantar do mesmo dia, após um feliz passeio pelo supercor (El corte inglês de Lisboa), em que tudo parece ser da melhor qualidade do mundo, em que fiquei de tromba colada às montras e em que o peixe, marisco, queijos, enchidos e tapas parecem autênticas pérolas ... houve a aquisição do jantar que contou com uma tábua de queijos e enchidos e um bom vinho a acompanhar = comer até não aguentar mais!!

Por fim: toca a marchar um brunch domingueiro recheadíssimo em que havia mil coisas deliciosas e diferentes (http://www.paodecanela.com/)!! Comi tanto mas tanto que desde as 15h00 de domingo até ao pequeno almoço de hoje não comi nadica!! Não cabia: juro que não!! Ou seja: comer até não aguentar mais!!

GULA, GULOSA, tudo encaixa bem na minha pessoa!!

quinta-feira, 23 de fevereiro de 2012

Beijoquices



Nunca fui beijoqueira e ponto final, parágrafo, mudar de linha!!
Em minha casa sempre se fomentou o culto dos beijinhos para aqui e para ali, sobretudo como sinal de respeito mas também de carinho entre o clã.
Ora saía de casa: um beijo aos pais e ao irmão;
Ora chegava a casa: nova ronda de beijos;
Ora ia dormir: muah muah
Ora acordava: shuack
Sempre que podia esquiváva-me mas logo que me topavam chamavam logo à atenção: "ó menina, então mas como é?" ... e pronto, lá ia eu cumprir o ritual enquanto ainda diziam "não és nada como o teu irmão"!!
Pior: se estavam visitas ainda diziam: "não é nada como o irmão. Ele é uma meiguice, já ela é arisca que só visto".
Ainda hoje sou assim: sempre que posso fujo e quando sou detectada pelo mano ainda levo uma carolada :)!!
No trabalho também há o hábito de cumprimentar todos os colegas com uma beijunfa mas eu já deixei clarinho que prescindo!! Oh pá, tive mesmo que dizer que não me levassem a mal mas que prescindia e estar a dar beijos aqui e acolá por dar também não é comigo!!
PIOR: quando há aquela gente que só encosta a cara e nem fazem o som típico???? UI: tiram-me do sério!! Mais vale ser como eu: uma não beijoqueira assumida e com rótulo!!


Mas ...

Perguntar-se-á: e quando toca à beijoca daaaaa boca??? Eheh ... pronto ... já não sou assim tão ressabiada, até porque uma boa beijoca inicia muita situação jurídico-concreta-ó-social e afectiva!!
Não é que goste mais dos parceiros beijunfeiros de língua do que dos outros mas são outro tipo de vidas, compreendido?







Sou assim e pronto.

"Quem me tira o ginásio tira-me tudo"


Diz ela a páginas tantas: "quem me tira o ginásio tira-me tudo, é como tirar a droga ao drogado"!

Será possível que só eu é que morro por não dar um passo e muitas das vezes peço autorização a uma perna para mexer a outra?

O pior é que vivo bem com isso!! Pois ...não devia!!

Pudesse eu ser linda e gostosa a comer o que me apetece sem ter que mexer o dedo mindinho, para verem se não era feliz a valer!!

quarta-feira, 22 de fevereiro de 2012

Larguem-me!!

Isto assim não dá!!!

Uma diz: sonhei que estávamos em Cuba.

Depois diz: que tal tirarmos férias em Setembro para ir ao Brasil ver o que se passa na área do Direito e ver se descobrimos a galinha dos ovos de ouro.

Vem outra e diz: se em Julho ainda tivermos trabalho (sim porque nos dias que correm já nada se pode dar por certo) vamos ver preços para uma viagem a Nova Iorque?

Outro vem ao gmail incomodar quem trabalha e diz: quando vens a Cambridge? Ahhh: vim agora de Cuba, viajei do norte ao sul e foi um aventura para contar aos netos!

Então mas o que vem a ser isto??

QUEM PODE TER SOSSEGO??

Uma pessoa já anda pouco de cabeça no ar ...

LARGUEM-ME!!

:)

Põe aí uma cunha ...















urbanog.com

terça-feira, 21 de fevereiro de 2012

"Rent a local friend"

"Costumo ser muito alugada por italianos e americanos".

UIIIII ... isto dito assim ...

Acabo de ver na tv que anda aí um turismo alternativo em que a estrangeirada aluga uma nativa/amiga para guia turística.

 Vai daí que uma lisboeta (arquitecta paisagista) dá o seu testemunho e diz ganhar entre 25€ a 240€ por dia de visita guiada!! Máinada!!

Diz que é um part time agradável e que permite conhecer pessoas!!

Lá capacidade de desenrasque e adapatação aos novos tempos, novas necessidades e nichos de mercado temos nós ...

Bem ... mas nãó é nada que não se faça há munito ano em países como o Brasil em que o casal recém-casado e que escolheu o nordestxi para lua-dji-meu, paga uns pacotes de arroz, farofa e feijão para um moleque mostrar as praias máix gostósas ... né gentxi??? Andamos a copiar o brásiu!! Andamos sim!!


Pantera negra

Sou uma boa benfiquista e como tal não posso desdenhar do pantera negra mas caramba, o homem não pode dar uma bufa mais alto que já há notícia no facebook, jornais e tv??
Basta o homem ir fazer exames de rotina e tumba que há um novo post??
Credo!!

segunda-feira, 20 de fevereiro de 2012

Para tirar fotos na selva

 

   Queria tanto e mais!!

Câmara Lomográfica Diana mini com flash €99 Diana Disponível na Embaixada Lomográfica Portuguesa

Inveja boa: isso existe??

Quando se sabe que a colega de trabalho, a vizinha, a prima, a tia e a piriquita:

- tem roupa linda de morrer,
- vai passar férias na neve ou passar o carnaval ao Rio de Janeiro (isto no 1º semestre porque faz no mínimo 4 viagens ao ano),
- tem o namorado mais fantástico de todos os tempos,
- conduz um mercedes,
- é linda e parece que engoliu uma aplicação do photoshop ao pequeno-almoço,
- é bem sucedida e parece que sabe dizer a coisa certa no momento oportuno, além de falar 5 línguas,
- etc, etc

e as tristes:

- só compram roupa nos saldos,
- passam o verão na praia mais próxima e levam o lanche na mochila,
- estão sozinhas que nem cadelas,
- não têm carro ou o que têm não pode fazer mais do que 30km de seguida,
- têm rugas, borbulhas, cabelo oleoso e peso a mais,
- não ganham um chavo,

 e a única coisa em comum com aquelas fulanas é o "etc etc", costuma dizer-se que se tem inveja ... mas atenção que é uma inveja boa!! INVEJA BOA?? Tá bem tá ...

Diz o Priberam (parece nome de ansiolítico):

inveja |â ou ê ou âi|
1. Desgosto pelo bem alheio.
2. Desejo de possuir o que outro tem (acompanhado de ódio pelo possuidor

s. f.

Mau: onde está aqui a amabilidade em desejar o que é de outrém?? Aliás, temos que fazer a destrinça entre o desejar algo daquelas situações em que, quer queiramos quer não, só há lugar para um ... a não ser que quando disputamos um emprego, um moçoilo, o último tamanho xs daqua cor e àquele preço ou o  euromilhões ficamos felizes e contentes porque foi o vizinho a conseguir e nós não? Bahhh ... oh hum ...

Bora lá mudar os conceitos: uma coisa é desejar, outra é invejar.

Bora lá chamar os bois pelos nomes e não ter complexos de invejar: acontece ao melhor cristão!!

Eu próprio digo sentir "inveja da boa" merdilhões de vezes mas adiante que eu de pecados mortais sou mais virada para a gula ... falar nisso: não há por aí um docinho??

Velhos livros. Novas histórias. A mesma vida.

Um post acabadinho de sair da criatividade e vivência de uma leitora.
Obrigada.


"Foram dias diferentes, aqueles em que desarrumei 27 anos de existência…mas nunca o cheiro a mofo me soube tão bem.

De entre tantos sacos e caixotes, o que mais me marcou foram os livros… “aqueles tais” que entre sexo, politica de esquerda e enciclopédias para curiosos, preencheram o meu universo durante tanto tempo…tão pequenino e compilado.

Por cada livro que ia retirando da estante, ainda arrumados no mesmo sítio, lembrava-me das vezes em que os lia, sem que eles dessem conta, como de pecado se tratasse... e era tão bom!

Senti um nervoso miudinho. Já conhecia as lombadas de cor e a ordem por que estavam organizados. E agora?

Foi uma vida inteira ali. Amontoada como eles...

Será que não os vou reconhecer mais? Será que vão perder aquele cheiro?

Não sei. Virão agora mais anos. E outros livros também.

Resta-me arrumar tudo no seu novo sítio, que certamente descobrirei qual é.

As memórias? Essas...? Só haverá um sitio para as guardar. No lugar meu lugar seguro…nas prateleiras concavas dentro daquelas quatro paredes caiadas."


 



(Decidi convidar uma leitora a participar nesta aventura de desventuras...o blog não é só para mim, se assim fosse falava em voz alta e sentir-me-ia satisfeita! É verdade que não sei quem me lê, que não decoro o que escrevo mas sim quero ser lida por alguém (não por massas) mas  por alguém que se identifique e que queira partilhar.)

Amor - Ódio







Consigo gostar tanto delas que com a mesma força as odeio!!
É verdade que captam momentos, emoções, paisagens e vida ... é verdade que imortalizam recordações e que perpetuam gentes e o passado ... e quantos de nós não vive do ontem para segurar no hoje à espera que o amanhã seja igualmente áureo??
Mas não será menos verdade que têm o dom de espetar punhais e rodar para deixar a ferida aberta!! O acto de folhear albúns antigos ou aceder à pasta de imagens no pc (modernices) pode ser capaz de trazer a nostalgia e tudo o que de resto se lhe associa e eu não gosto disso, ODEIO!! Se é certo que sou capaz de passar horas a  ver fotos (minhas e de outros) e de passar um bom par de horas a contar ou ouvir as histórias que lhes dão vida (AMO), é igualmente certo que devemos ter a necessária cautela para não recordar recordações quando estamos à beirinha de uma fase cinzenta e eu não tenho essa clarividência, nunca tive!!
Consigo ser inoportuna sem semelhante!!


Olhó passarinho ... "click" e já está .. para mais tarde recordar ...

...



Agarrem-me de uma vez por todas ou então digam-me para ir ...
Que puta de insatisfação!!

domingo, 19 de fevereiro de 2012

Mascarar a máscara



Este ano vai ser assim meio pró escondidita.
Não estou com o mínimo espírito, embora ache um piadão à festa, às máscaras, às partidas e às parvoíces típicas. Se bem que a altura do ano em que consigo ser mesmo parva é no dia 01 de Abril ... tanto que quase já me custou uma amizade, eheh!!
Gostei do carnaval de 2005 (acho eu), em que passei um bom par de horas a cortar tesouras em cartão, a forrá-las com papel de alumínio e a prendê-las numas luvas de jardineiro - fui o eduardo mãos de tesoura por uma noite :)!!
Este ano estou em baixa mas para a próxima compenso!! Para já continuo a mascarar a máscara!!

Tal como os amores: bom enquanto dura!







São realmente uma preciosidade, cada vez lhes dou mais valor, tento cuidar delas e mantê-las presentes em mim, tanto quanto possível.
Sei que posso ligar a qualquer hora, sei que tenho companheiras para as tainadas, para as viagens, para as grandes conversas ou ombros para chorar baba e ranho ... contudo, tal como a família e os amores, é preciso cuidar, estar presente para o retorno, plantar para colher e regar com abundância!!
Tal como os amores, é bom enquanto dura e o "para sempre", dura enquanto quisermos!!
Uma delas costuma dizer-me que as pessoas passam pela nossa vida e a sua importância dura enquanto a passagem marca, o telefone toca, os programas se cruzam e se partilham vidas!!
Há por certo pessoas que um dia geraram raízes tais, que se podem manter afastadas, em silêncio e ausência mas que o reecontro apaga qualquer grande lapso de tempo.
E quando se cria uma barreira invisível  e se deixa de partilhar?

sábado, 18 de fevereiro de 2012

É uma questão de fazer contas



Depois de QUATRO idas a diferentes hipermercados à procura de ritter sport branco com avelãs, sem sucesso ... eis que regresso com uma caixinha delas (banhadas com chocolate branco). Ora, uma caixa tem SEIS pacotinhos com DUAS bolachinhas cada. Dizem que se devem molhar no leite mas nunca confirmei ... contudo, uma vez que comi oito bolachinhas de seguida e sem folêgo, restam QUATRO para comprovar a teoria!! É isso: já venho!!

Um destes para amanhã de manhã ... obrigada!






Gadgets

"Podes sacar-me aí uma música? Como se acede ao e-mail fora do escritório? O meu telemóvel dá para aceder à internet? Podes copiar-me um cd?"

Esta sou eu!! Uma vergonha...eu sei!! Uma parolinha...eu sei!!

Estou a equacionar adquirir uma destas novidades de que se fala (é que não se fala noutra coisa) não porque goste ou seja fã mas porque sinto necessidade de acompanhar os tempos modernos, saber do que se fala, não ser obsoleta e parecer uma avózinha!!

Vidas

quinta-feira, 16 de fevereiro de 2012

Amarelinho emotions ...
















Amarelinho decor ...















Amarelinho look ...






 





Asos


Erotic lounge




Ouve-se muitíssimo bem enquanto se trabalha!
Erotic lounge: vários cd's, vários sons, capas sugestivas e afins!

Fazer o que ainda não foi feito!

Pois é: deixei por escrevinhar as considerações sobre os corações do dia dos namorados.
Ora vamos lá!

Não sei bem se gosto do dia ou não! Não sei bem se é parolo, consumista e redutor ou se sou eu que sou fria e dura que nem uma rocha...de qualquer modo, uma coisa é certa: é PARA QUEM GOSTA!!

Nao me dou à velha máxima "todos dias devem ser dias"!! De facto, os pais e mães são-no todos os dias e há um dia em que se comemora o seu papel, se exalta a sua companhia e existência e ninguém ousa dizer mal e se possível há um esforço global para recordar a data, tal como sucede com o dia da criança, ou dos avós!!
Ora: pai e mãe, as crianças e os avós têm uma importância pacífica. Já o dia da mulher também é muito contestado!! Talvez seja de chegar à conclusão que apenas são criticados os dias que geram inveja ou desdém ou porque a malta quer ser intelectualóide e não gosta de se dar a movimentos de massas e tendências globais!!

Os "desanamorados" criticam o dia de S. Valentim porque não esperam nada (ou porque estão sozinhos ou porque nunca tiveram um especial carinho, atenção ou surpresa), logo, neste dia o mais fácil será dizer: "destesto o dia". Assim, geram neles uma falta de expectativa tal que nunca saem frustrados!! Também há aqueles que gostam de primar pela diferença e não partilhar dos comportamentos globais!!

Dia da mulher: há as que não têm amigas para comemorar e também desdenham, outras, por ser um dia em que saem uma catrefada delas à rua não se querem misturar e dizem que acham o dia redutor.

 
DIA NAMORADOS - não aprecio por excelência o dia: não me ofereçam corações, ursos, rosas vermelhas, cartões ilustrados e afins, não me levem a jantar fora para ficar horas à espera e ver tudo aos beijos com a língua de fora e a saliva a cair perto de mim mas acho interessante marcar o dia de forma simples, ou seja, é de facto um dia comum e o amor merece ser celebrado todos diariamente mas trata-se de uma tradição cultural e que por isso deve ser marcada para quem está em condições para isso! Porque não mandar uma sms à cara metade a dizer: feliz dia dos namorados? Pronto: está o dia recordado e cumpre-se a obrigação das civilizações de comemorar as datas chave.
Trata-se de um dia que exalta o amor e amizade, porque não lembrar que gosto de alguém?!
Tudo a seu tempo e lugar e na medida certa!!

DIA DA MULHER: igual! De facto é triste e redutor ver muito boa moça que só nesse dia põe a carinha fora da porta, se sente livre que nem uma pássara e faz asneiras a torto e a direito! Também é um dia que não me diz muito porque nasci numa comunidade e num tempo, de igualdade (praticamente), de liberdade e respeito pela mulher mas deixem-nas esvoaçar por aí pá!

terça-feira, 14 de fevereiro de 2012

Para quem gosta





(amanhã desenvolvo porque hoje estou com o pc na cama e não me dá jeito escrever, válé??)
(grata pela atenção: cumprimentos aí em casa)
:)

Fire



RECORD - medalha de ouro, prata e bronze para a maria: um pacotinho delas em 45minutos!!
Já tive língua e "céu da boca" ... juro que sim!!

Promovem-se blind dates em Lisboa


Diz o Público:

"Arranjar um par a quem está só ou mal acompanhado neste Dia dos Namorados é o objectivo de uma iniciativa conjunta da Câmara de Lisboa com os quiosques de refrescos de Catarina Portas."

"Quem estiver interessado neste blind date só tem de aparecer às 17h num dos três quiosques - Príncipe Real, Praça de Luís de Camões ou Praça das Flores - e tentar a sua sorte. "Nós contribuímos com um kir de groselha para ajudar a soltar a língua e a timidez", explica uma porta-voz de Catarina Portas, Manuela Costa. "Esperamos que as pessoas tenham uma boa conversa e se divirtam". Afinal, quem disse que o amor não pode ser descoberto à mesa de um quiosque?"



Já estou a ver muito boa gente a pedir a tarde ao patrão para ir ao cabeleireiro, manicure, depilação e comprar um vestido novo para assentar arraiais numa mesa de café ao frio, a ver passar potenciais parceiros.
Hihi
Se dessem uns docinhos no metro para alegrar o dia e adoçar a vida ...isso sim!
Era eu que ia para lá ... hum hum, claro!