segunda-feira, 10 de março de 2014

Restaurant week: a surpresa! Parte I

Falaram-me bem do restaurante "Barão de Fladgate", não só pela cozinha mas pelas vistas soberbas sobre o rio douro e os telhados de Vila Nova de Gaia.

Pesquisei a ementa e fiquei rendida à variedade (o que me fez preterir outros restaurantes aderentes) e à possibilidade de visitar as caves Taylor's porque restaurante fica no mesmo edifício. 

A verdade é que me trocaram as voltas porque vim muito mais satisfeita com a visita às caves do que com a experiência no restaurante.

As caves foram fundadas em 1692 e são uma das mais antigas do país. Pagámos 5€ pela visita que durou cerca de 30 minutos com direito à prova de três vinhos do porto (Chip Dry, branco extra-seco; Late Bottled Vintage (LBV) e Tawny 10 anos) e uma explicação detalhada da produção do vinho do porto que afinal é super mega complexo e mesmo que queira reproduzir não conseguiria.

A simpatia do staff foi notável que não só permitiu a prova dos vinhos no terraço e jardim por forma a beneficiarmos das belas vistas, como teve a amabilidade de sugerir a prova do LBV e do Tawny após o almoço por ser o timing mais adequado e assim podermos apreciá-los devidamente.

Conclui que há garrafas de vinho do porto que não podem estar abertas mais do que três dias (escândalo), que o vinho do porto branco serve essencialmente para aperitivo e deve servir-se fresco e o LBV e o Tawny adequam-se ao pós-refeição, o que desvirtuou assim um pouco aquela (minha) concepção tradicional de que o vinho do porto era apenas um aperitivo quando na realidade surpreende ao acompanhar bem um chocolate ou um queijo.

Conclui ainda que não tinha dado a devida atenção ao vinho do porto e percebi a sua verdadeira dimensão que redundava nas mãos do turistas e dos tugas que esplanavam no Cais de Gaia ou nos sacos dos recuerdos daqueles que por ali passeavam.


















Taylor's PortRua do Choupelo nº 250
4400-088 Vila Nova de Gaia, Portugal
Coordenadas GPS: 41.13394, -8.61435
Tel. +351 223 772 956 / +351 223 742 800
Fax. +351 223 742 899
turismo.taylor@taylor.pt


Do Babyshower à Acção de Graças

Pois bem....a questão é esta: quando cá cheguei já cá andavam as tradições importadas e eu só tive de segui-las!

Já se comemorava o Dia das Bruxas, o Dia dos Namorados e até já se comemorava o carnaval em formato samba com plumas e rabos a tremer, embora a verdadeira crise dos cabeçudos e a sua substituição por bundas com jet bronze se tenha intensificado depois disso, culminando com o "Ai Senhor que temos que alterar os desfiles porque chove em Fevereiro ou Março (o que é mega normal), e as meninas não podem molhar o mamilo que espreita por entre a conchinha de lantejoulas".

Talvez me esteja a precipitar e por isso me reservo desde já no direito de reformular a minha convicção se assim se justificar, mas quer parecer que se importou um novo hábito: o baby shower!

Sempre vi oferecer qualquer coisinha aos papis depois da criança nascer mas agora tudo quer festejar antes com um bolinho de camada de açucar pintada de rosa bebé ou azul clarinho e uns cupcakes com decorações alusivas (esses bolos fáceis que servem para tudo*). Por mim tudo bem que até sou festeira mas que é novidade é....e talvez seja a primeira tradição que me estou a aperceber de estar a ser importada e inculcada nas nossas vidas porque as outras já cá estavam quando a maria veio ao mundo dos outros.

Será que ainda se usa fazer a visita depois do parto e receber-se os amigos com um bolo de iogurte e uma garrafa de espumante?

Estamos aqui, estamos a festejar o dia de acção de graças! Bota festa!!!




* Os cupcakes são semi importados (importaram-se essencialmente as coberturas) por isso não conta.


Silence 4

E os últimos dois bilhetes, para os únicos dois lugares disponíveis no pavilhão multiusos, Guimarães, VÃÃÃÃOOOOOO PAAAAAAAAAAAARA: maria e a sua amiga e outra, J!!!!

Agora é juntar-nos aos N e A (também eles, outros), e a comitiva do costume vai rumar a mais um concerto! Em equipa que ganha não se mexe!

UNTS UNTS UNTS





Nota: espero que não sejam os lugares reservados a deficientes mas não tive tempo de confirmar esses pormenores porque já só havia mesmo dois e ainda tenho que ir a correr ao MB pagar a encomenda.

sexta-feira, 7 de março de 2014

Partilham casa ou vivem juntos?*


Por um lado temos os que se juntam porque é prático mas quando toca aos cenários típicos da vida de casal/unidos de facto, vai de retro que somos apenas colegas de casa e não tenho que  aturar os almoços de domingo em tua casa, nem levar com as perguntas indiscretas dos teus pais: "partilham casa"

Por outro, temos os casos em que aos domingos já ambos vestem uma roupinha melhor e vão almoçar a casa dos eventuais-futuros sogros e levam a sobremesa: "vivem juntos"

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Por um lado, quando chegam as datas festivas de convívio familiar ou do grupo de amigos de um dos membros, cada um vai pró seu lado: "partilham casa"

Por outro, nestas ocasiões vão os dois aos mesmos eventos, excepto quando são datas incompatíveis e têm de se dividir para agradar a gregos e troianos: "vivem juntos"

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Por um lado temos os casos em que apenas partilham as despesas associadas à casa (renda, gás, luz, água, internet) mas quando vão tomar a bica, cada um paga o seu ("o seu a seu dono"): "partilham casa"

Por outro, quando chegam às caixas do continente, os descontos são acumulados num único cartão: "vivem juntos"

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Para quê pagar duas rendas quando um vive praticamente na casa do outro? Entende-se!!!

Mas vivem juntos? Não, partilham casa!
E quando vão viver juntos? Não sabem!

Os tempos modernos propiciam (e entende-se) novos conceitos que até se fixarem de forma sólida nos costumes, originam cenários híbridos. O senso comum ainda se está a habituar aos novos contornos e nem sempre "a nossa casa" é a casa de ambos


* Relato não biográfico

O melhor de ter um blog?

É ter feedback dos "outros", porque a Maria é "Maria e os outros" e sem os outros não há Maria!

  • "Querida Maria, 


    estive a ler com a devida atenção e curiosidade o seu texto: 

    "Boa é a vida, mas melhor é o vinho", Fernando Pessoa, do dia 05.03.2014.

    Sucede que, no mesmo diz o seguinte e passo a citar: (...)"lá íamos nós ao vinho branco ou verde,(...)"

    Ora, permita-me a ousadia desta mensagem e tomar-lhe um pouco do seu precioso tempo, mas, não me parece que tenha sido a explicação mais adequada da tipologia de vinhos.

    Isto porque, os vinhos podem ser brancos ou tintos, e depois os brancos podem ser brancos maduros ou brancos verdes, e por seu turno os tintos também podem ser: tintos maduros ou tintos verdes.

    Analisando a questão mais a fundo e segundo pesquisa em:www.portaldevinhos.com

    "Existem cinco tipos distintos de vinhos: os vinhos tintos, os brancos, os rosés, os espumantes, e os vinhos fortificados. Em Portugal existe um tipo de vinho específico, o vinho verde, que pode ser tinto ou branco, mas devido à sua acentuada acidez pode ser considerado como uma categoria à parte."

    Daqui se conclui que o vinho verde que só ele constitui uma categoria, pelo menos em Portugal, pode ser tinto ou branco, e quando no seu texto se refere a vinho verde, também poderá estar aí a incluir o tinto, o que não terá sido o objectivo do texto.

    Pelo que, salvo melhor opinião, o que queria ter dito, seria "lá iamos nós ao vinho branco, verde e maduro"

    Não me leve a mal, são apenas minudências de uma apreciadora de vinho anónima.

    Continue com os seus textos inspiradores.

    Cumps,"

NOTA: eu avisei que era uma apreciadora de "trazer por casa" mas afinal de contas o "verde" assume-se frequentemente como categoria e a calinada não foi grave.


Dia Internacional da mulher

Para festejar o dia internacional da mulher e só porque é um dia especial, mereço um miminho: fazer népia de exercício!

Já me passou pelo feed do facebook a divulgação de duas corridas organizadas para o dia de amanhã em jeito de comemoração. Alguma vez se pode considerar que uma corrida é um presente? Um mimo? Uma atenção? Credo!

Eu cá para comemorar como e bebo...e só corro se for para evitar que alguém chegue primeiro e depois nada sobre para mim!

A propósito: disse que ia começar o ginásio esta semana mas MENTI! Não fui! Vou prá semana! Pá semana é que é!!!





quarta-feira, 5 de março de 2014

Pijamas: precisa-se

Há pelos menos dois ou três anos que digo "estou tão mal de pijamas", que planeio criar um stock nos próximos saldos por forma a só pensar no assunto dali a, pelo menos, dez anos.

Tudo isto porque mamãe não pára de advertir que um dia que "caia na cama de um hospital"*, não tenho "nada em condições para levar"*! Se há stock que mamãe sempre manteve foi o de pijamas (pelo menos um por cada membro do agregado familiar porque o resto depois aviava-se consoante a necessidade).

Acho que até evito ficar doente e de me sujeitar a um internamento por não ter pijamas sem os elásticos laços, um furinho aqui ou acolá e as cores desbotadas. 

E quem fala em pijamas, fala em chinelos de quarto e nos robes! Já nem abordo a questão dos tapetes e cortinados de um dos quartos da casa! Sim, porque a preocupação de mamãe sempre foi mais além e incluía (e inclui) um dos quartos da casa, não fosse alguém "ficar de cama"*, ter que receber uma visita e os tapetes estarem "uma vergonha"* (como quem diz: a desfiar) ou os cortinados já estarem desbotados porque "bate ali o sol durante todo o dia"*.


* Citações de mamãe

"Boa é a vida, mas melhor é o vinho", Fernando Pessoa

Trata-se de um prazer recentemente descoberto.

Sempre desdenhei o vinho tinto. Fazia cara feia pela cor, pelo cheiro, pelo paladar e optava sempre pelo vinho verde ou branco.

Quando se tratava de partilhar uma garrafa de vinho, quase sempre me faziam a vontade e lá íamos nós ao vinho branco ou verde, até que por solidariedade, e porque mal parecia, comecei a ceder: ora partilhava um vinho branco, verde ou tinto e mesmo assim ficava a ganhar porque o tinto só imperava em 1/3 das partilhas. Foi assim que paulatinamente fui descobrindo o quão prazeroso é acompanhar uma refeição com tão generoso néctar.

Sempre me disseram que a capacidade de o apreciar viria com a idade e na realidade sou a prova viva que alcancei este gosto com o aproximar dos trinta.  Assumo ser uma apreciadora de trazer por casa porque não consigo saborear e encontrar o verdadeiro prazer num copo de vinho em má companhia ou numa refeiçao express, sem prejuízo de o poder acompanhar (e bem) com um chocolatinho ou umas azeitonas. Não gosto do vinho por si só. O vinho é (tem de ser) sinónimo de um bom momento. Não condiciono as minhas escolhas aos preços altos ou aos grandes nomes, nem sequer sou pretensa enóloga ou "entendida" no assunto: gosto e pronto ou não gosto e pronto também. Não sei questionar se é pelas castas, pelo ano, pela região...sei que prefiro a bairrada e os vinhos do douro aos do alentejo. Sei que prefiro os vinhos jovens e simples aos "outros" que por maioria de razão presumo que sejam os velhos e complexos.

Não, não o consumo para aderir aos costumes da moda mas admito que o vinho (sobretudo o tinto) ganha cada vez mais palco nas conversas entre amigos e família, nos blogues da boa vida e nas partilhas do facebook!

Por norma não bebo às refeições mas passei a abrir largas excepções ao vinho tinto, esse danado de bom, sem que tudo isto signifique que tenha ignorado o vinho verde que acompanha tããããoooo bem um fim de tarde numa esplanada à beira-mar plantada ou o meu sempre querido espumante da bairrada cujo gosto não foi trazidopelo aproximar dos trinta mas já vem do "antigamente".